Vistoria constata conclusão de parte das obras de estruturas de acessibilidade, mas pede agilidade com elevador e área externa do estádio. Governo encaminha licitação
O
Albertão voltou a ser alvo do Ministério Público Estadual.
Uma ampla vistoria de rotina feita nesta terça por todas as dependências
do estádio constatou que as obras de acessibilidade estão dentro das
recomendações do
órgão. Contudo, a promotora Marlúcia Evaristo, da 28ª Promotoria de
Justiça de
Defesa das Pessoas com Deficiência, ressaltou que precisam ser
acelerados os
trabalhos de instalação da plataforma elevatória, bem como estruturas de
sinalização e pavimento compatível no entorno. A Fundação de Esportes do
Piauí,
órgão responsável pela praça esportiva, informou que em 20 dias termina o
levantamento de custo para só então ser aberto o processo licitatório
para o cumprimento
das recomendações.
Vistoria no Albertão (Foto: Renan Morais/GloboEsporte.com)
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A gente conversou com a Fundespi e viu que faltam
algumas coisas para garantir essa acessibilidade
razoável. Os banheiros não estão com as barras de proteção lateral,
falta
elevador, a parte da frente. O contrato com a empresa que estava fazendo
a obra terminou e uma nova licitação está a caminho. A pessoa com
deficiência,
principalmente o cadeirante, pode vir ao Albertão tranquilo. É um espaço
muito bom –
garantiu a promotora durante a visita.
O Albertão teve estado de emergência decretado no início do
ano pelo Governo do Estado. Os reparos promovidos após o despacho custaram
aos cofres públicos R$ 78 mil, como previsto pelo levantamento técnico da
Fundespi em visita feita ao local antes da rodada de abertura da Copa do
Nordeste. A administração do local revelou que as partes elétrica e hidráulica
foram contempladas com estes recursos.
Rampas de acesso na área interna são visitadas e testadas (Foto: Renan Morais/GloboEsporte.com)
Local destinado a pessoas com deficiência passa pelo crivo dos técnicos do MP-PI (Foto: Renan Morais/GloboEsporte.com)
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A dificuldade é grande porque, para entrar, é muito
complicado. Além de ter muito carro nas áreas de passeio, tem o caminho
da
entrada, que precisa ser regular. Da entrada do estádio até o portão é
meio complicado – confessa Antônio Wilson, vice-presidente da Associação
dos
Cadeirantes de Teresina.
Depois de ser interditado em 2013 por não atender aos requisitos
mínimos de segurança em caso de incêndio e pânico, o Albertão foi reaberto no
ano seguinte com aval de um novo laudo o Corpo de Bombeiros. O documento que
aprova a segurança do estádio foi renovado no fim do ano passado e permitiu o
uso por seis meses para qualquer atividade, mas com capacidade reduzida para
23.900 torcedores (cadeiras, 1.500; arquibancada cabines, 12 mil; arquibancada
placar, 10.400)Fonte:

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