Parnaíba
é uma cidade realmente muito, muito estranha. Pra começar, é dita uma
cidade histórica cheia de história, e como dizem os mais comuns, bota
história nisso.
Escrevo este artigo, nesta edição especial de aniversário da cidade
abraçada pelo Rio Igaraçu, que completa 171 anos. Exatamente, assim,
1-7-1... No Código Penal Civil, este número remete ao crime de
estelionato, falsidade e coisas afins. Acham indigno lembrar disso para
fazer citação ao aniversário da Parnaíba?
Sinceramente, não acho. Alguém tem que falar e outros tem que ouvir.
Parnaíba, é uma cidade que há muito tempo perdeu seu brilho, perdeu sua
força e hoje vive resguardada em situações pequenas, medíocres,
politiqueiras e de muita pequenez.
Parnaíba é passiva. Tem em plena Praça da Graça, que a graça perdeu faz
tempo, um monumento de que representa a vanguarda na luta pela
Independência deste país. Está lá, mas isso, eu nunca vi sendo visto,
lembrado ou pelo menos a contento da sua importância. Mas nem poderia...
Pois toda a luta travada que por mais que começasse aqui nas terras do
Simplicio Dias, terminou de forma triste com a morte de parnaibanos?
Não! Cearenses foram mortos na sua grande maioria na Batalha do
Genipapo. 1-7-1 desgraçado!
Sempre aniquilei dos meus argumentos a frase: “Parnaíba é a terra do já
teve”. Hoje, faço refrão, faço eco. Homens e mulheres mais sérios já
passaram por esta história. Deixaram suas marcas e conquistas, fizeram e
aquilo que fizeram, perdura até hoje. Tamanha a qualidade, a presteza e
honradez que estes dedicaram a esta cidade, invicta cidade, como sempre
bradou o grande Dr. Lauro Correia.
É impossível, você entender e visualizar a Parnaíba sem a Ponte
Simplício Dias, sem a Av. São Sebastião, o campus da Universidade
Federal, o Colégio Polivalente, a Fábrica da Delta, hoje laticínios
Parnaíba, a BR 343, que vai do seu km 0 bem na beira da praia da antiga
amarração, hoje a imensa Luiz Correia, o Porto de Luiz Correia, A av.
Pinheiro Machado... Tudo isso e mais outras coisinhas que agora a
memória falha, tem a marca de um parnaibano apenas, João Paulo dos Reis
Veloso, ministro do Planejamento do governo dos militares por 20 anos e
jamais vi neste cidadão, a demonstração comum daqueles que fazem
política nos dias atuais.
Os que a fazem hoje, fazem pensando em seus bolsos, nas propinas, nas
comissões e nos engodos. Quem está no poder hoje, não administra
simplesmente, faz política o tempo todo. Faz o que precisa ser visto.
Projetos de médio e longo prazo, hoje são ilusões, quando não, apenas
mentiras. Já foi-se o tempo de ter políticos que tivessem esse tipo de
comprometimento com o futuro dessa cidade. Parnaíba parece terra morta,
sem perspectiva, inerte ao longo do tempo.
Temos um prefeito do PT, o governador do PT, a presidente do PT. Em
tese, poderíamos ter aqui, um festival de serviços melhorados, nem
precisava serem novos, mas apenas melhorados... Mas nem isso... As
falhas estão por toda a parte, nada funciona a contento. Poucas obras
inauguradas ao longo de um mandato que chega dentro dos próximos dois
meses em seu terceiro ano. Não mudou nada. Absolutamente nada.
Sou de um tempo em que saíamos nas ruas no dia do aniversário da cidade
para ver as inaugurações da prefeitura. Eram inaugurações que tomavam o
dia todo. Obras distribuídas em vários e vários bairros. Os colegas da
imprensa são testemunhas disso. E hoje? Bendito 1-7-1... Não tem mais
nada! Talvez agora, o prefeito Florentino Véras, deva estar
“inaugurando” os asfaltos novos. Pois bem... este mesmo asfalto que o
ex-governador Zé Filho deixou orquestradamente feita sua licitação e
consequente liberação de recursos no Banco do Brasil, e que o próprio
Florentino não foi digno de assinar os devidos ofícios de liberação
pública.
Manobra rasteira, pequena e que só o traduz como sendo um político
medíocre e descomprometido. O maior exemplo disso é a obra que não foi
realizada, no caso o Parque da Beira Rio, trocada ou acobertada por um
simples calçadão, inaugurado à toda pompa com dinheiro público que
faltou em centenas de prateleiras de medicamentos nos postos de saúde e
que resultaram nos exames marcados para setembro de 2016.
Quem realmente fez os asfaltos? O governador que o sucedeu...
O governador por sua vez, que se não fosse aquele iluminado projeto de
asfaltamento, aqui certifico que não teríamos um metro sequer de
asfalto, neste ano. Pois nem haveria tempo hábil para direcionar
licitação. Fora isso sabe o que o governador Welinton Dias vem fazer
aqui em Parnaíba? Política!
O projeto do Banco do Nordeste para o centro cultural em Parnaíba, até
agora, nada... Só balela. Tomaram uma manhã inteira de empresários e
investidores, fizeram aquele discurso bonito, mas a prática, bom essa é
melhor deitarmos em nosso berço esplêndido para não cansarmos.
Outro dia, foi de uma cara de pau tão insana, que cheguei a duvidar da
realidade. Parece que não tinha nada, nada na agenda. Resolveram então
inaugurar uma escola em Teresina. Só que a escola já funcionava há
muitos anos, a escola militar!
E a presidente? Bom, como disse, estou escrevendo este artigo, agora, no
final da manhã deste domingo 16 de agosto. Vejo agora, pela TV as
manifestações em todo o Brasil contra a senhora Dilma Roussef, contra a
patifaria que pessoas ligadas a ela fizeram no governo e nas
instituições que ela mesma participou, no caso o Ministério das Minas e
Energia e Petrobras. Contra o mandante que não sabia de nada, o Lula
(estou vendo agora pela Tv, um boneco do Lula com uma numeração de
presidiário, o 13 do PT e o “aniversário” da Parnaíba) ... Contra a
corrupção desenfreada e aloprada e enraizada que se implantou neste
país. O Brasil inteiro, bradando, gritando, manifestando, protestando,
caminhando, lutando pela independência deste país do PT.
Um país inteiro. Suas capitais, envoltas pelas pessoas nas ruas,
avenidas e praças... Suas principais cidades, com a gente de toda cor e
toda idade, com seus cartazes, suas faixas, seus gritos, suas armas
românticas de protesto, todas as cidades ditas importantes... Menos
Parnaíba. A estranha Parnaíba, histórica, cheia de histórias, mas que só
tem conversa. E não passa disso...
Por: George Silva

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