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23 de janeiro de 2014

Entrevista com Jucélio Lira, o treinador campeão

Parnaíba (PI). As categorias de base do Parnahyba Sport Club trabalham sem parar. Pela dinâmica estabelecida e pelos títulos conquistados, muitos profissionais que atuam com a garotada devem ser mencionados, dentre os quais o treinador Jucélio Lira.
Desde 2000, Jucélio, também preparador físico do profissional, integra a comissão técnica das categorias de base. Formado em Educação Física, campeão da Liga Parnaibana em 2009 (Sub 15 e Sub 18), em 2010 (Sub 16 e Sub 18), em 2011 (Sub 17) e em 2014 (Sub 17), o treinador das categorias de base é muito querido pelo plantel, mesmo com sua personalidade forte. Confira a entrevista com o treinador campeão.
Portal Azulino – Até chegar aos cargos que hoje exerce no Parnahyba Sport Club, como foi sua trajetória?
Jucélio Lira – Comecei na Rouparia. Fui subindo de cargo, com muita dificuldade, mas com humildade. Fui me qualificando até chegar a treinador da base, depois ao cargo de auxiliar técnico do profissional e hoje estou ocupando o cargo de Preparador Físico e na Base continuo sendo o treinador.
PA – Como é a relação profissional e pessoal entre você e os atletas, tanto das categorias quanto do profissional?
JL – Graças a Deus que os meninos da base me respeitam e eu os respeito. Sou como um pai para eles e no profissional eu sou amigo… Dentro de campo há um respeito para com o meu trabalho, fora de campo a gente é amigo normal, a gente brinca, mas sempre respeitando o lado do outro.
PA – Há algum aprendizado que você leva das categorias de base para o profissional?
JL – É, sempre existe algum trabalho que você faz específico na Base e que você leva ao profissional, mas não é o ideal. A única coisa que eu levo da base para o profissional é só a humildade, que aquele garoto que sai do time de ‘baixo’ para o time de ‘cima’ sempre tem que respeitar aqueles profissionais, porque você aprende muito com os ‘caras de cima’…
PA – Há algum nome de destaque hoje no Sub 20?
JL – Eu diria que temos nomes que devem crescer futuramente no profissional. O Sorin, o Vitinho e o Geovane. O Sorin, acho que já é o terceiro ano seguido no profissional; o Vitinho está tendo a oportunidade este ano, com o Geovane, e, se Deus quiser, tudo dará certo.
PA – Em 2011 e 2012, o Sub 18, hoje inexistente, disputou o estadual, ficando invicto em casa. Nas fases seguintes, porém, o grupo foi eliminado. Nos certames citados, quais foram os principais obstáculos surgidos?
JL – Quando a gente jogava em casa, a gente tinha um pouco de estrutura, mas, quando se tratava de jogar fora, a gente tinha muita dificuldade em termos de translado… A gente não conseguia chegar no horário certo, chegava atrasado, em cima do jogo… Isso era a maior dificuldade.
PA – Isso dificultou e refletiu em campo?
JL – Com certeza, porque a gente fez uma boa campanha em casa… Quando chegou ao mata-mata, a gente chegou atrasado, os jogadores passando mal, além da temperatura, o horário que a gente chegou… A gente não teve tempo de preparação, chegamos lá, trocamos o material e fomos para jogo.
PA – Para a temporada de 2014, que iniciará dia 15 de março, qual sua expectativa e o que será necessário para a conquista do tão sonhado título e a representação estadual na Copa São Paulo Sub 20? 
JL – Em primeiro lugar, a gente tem que formar uma equipe forte… Nós temos uma equipe qualificada, só que ainda precisamos de alguns atletas para alguns setores… A gente vai entrar com a força máxima, com poucas dificuldades, porque, eu sei que é difícil a gente montar uma equipe assim, para disputar uma competição dessa, onde, na capital, há vários times que pegam jogadores de fora. A gente não, a gente sempre tem os ‘caseiros’, mas a gente vai montar uma equipe forte. Estamos fazendo um ‘peneirão’, buscando alguns jogadores, porque alguns ‘estouraram’ a idade…
PA – Tanto em relação às categorias de base quanto ao profissional, o que já mudou com a nova gestão?
JL – Apesar de pouco tempo, graças a Deus está mudando para melhor e espero que continue assim. Ele (Batista Catanduvas, presidente) me prometeu que vai dar uma melhora nas categorias de base, tanto o sub 16 quanto o sub 20 e espero que dê certo.
PA – Até o momento como profissional do Parnahyba, qual sua maior conquista e sua maior decepção?
JL – A minha maior conquista foi ano passado (2013, com o profissional), onde tínhamos um grupo resumido, mas um grupo de guerreiros… A gente deu a vida mesmo, um brigou pelo outro… A gente conseguiu o título. A decepção foi o salário atrasado… Porque a gente trabalha e quem trabalha quer receber.
PA – Hoje, com a nova gestão, está tudo modificado, então?
JL – É, foi isso que o Batista passou para nós… Porque o atleta que trabalha com o salário em dia, trabalha com alegria, motivação…
PA – O que o torcedor do Parnahyba pode esperar de Jucélio Lira?
JL – Eu sempre procuro me qualificar… O torcedor do Parnahyba pode esperar que o melhor que eu puder fazer pelo clube eu farei, apesar que não pretendo continuar como Preparador Físico do profissional, pretendo, futuramente, fazer um estágio para treinador e seguir.

Por Renneé Fontenele

publicado por /Gláucio júnior 

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