Everaldo Cunha contesta envolvimento do presidente do TJD-PI em processo movido pelo Parnahyba sobre validade do segundo lugar da Raposa: "Não fomos notificados"
Presidente do TJD-PI, José do Egito troca farpas com vice do Fla-PI (Foto: Náyra Macêdo)
A briga extracampo entre Flamengo-PI e Parnahyba pela
validade da campanha rubro-negra no Campeonato Piauiense deste ano ganha
ares de clássico. O desgaste entre protagonistas e coadjuvantes esgotou a paciência do
vice-presidente da Raposa, Everaldo Cunha, que pediu a saída do
presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Piauí, José do Egito, do caso.
Com o fim do prazo para o clube apresentar defesa no TJD-PI nesta quinta - sobre o pedido de
impugnação do vice-campeonato estadual -, o dirigente rubro-negro atacou o advogado.
- Eu sugiro pedir a suspensão do José do Egito no processo
por ele ser declaradamente um inimigo do Flamengo-PI. Ele tem que passar o
processo para algum procurador ou delegado. Todo processo tem que ser público,
e ele publicou no site da Federação de Futebol. TJD-PI e FFP são coisas
diferentes. Por mim, não apresentaríamos defesa. Tiago (Vasconcelos) me disse
que arrumou uma defesa e que iria apresentá-la. Onde ele (José do Egito) achou na legislação
que são dois dias para apresentar defesa? São no mínimo cinco. O certo é que não fomos
notificados. José do Egito falou com Jankel Costa, mas ele é ex-presidente do clube
– contestou o dirigente.
O Flamengo-PI teve o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ)
baixado em fevereiro deste ano pelo não envio das últimas três declarações anuais do
imposto de renda. As conquistas do segundo lugar geral no Piauiense e da vaga na
Copa do Nordeste com esta situação fiscal serviram de brecha para a diretoria do
Parnahyba entrar na justiça alegando irregularidade do rival na disputa do
torneio. O Tubarão formalizou a denúncia na sexta.
Tiago Vasconcelos e José do Egito (Foto: Emanuele Madeira/GloboEsporte.com)
- É uma situação entre o fisco e o clube. Foram baixados
mais de três milhões de CNPJs no Brasil todo, mas a atividade continua a mesma.
Só que as entidades têm que apresentar as declarações (de imposto de renda)
para, então, serem dados 90 dias para o CNPJ voltar a ficar ativo. Mesmo com a
situação baixada, o Flamengo-PI continuou ativo – justificou Everaldo Cunha.
O
prazo para apresentação de uma defesa do Flamengo-PI sobre
o caso do CPNJ termina às 19h desta quinta, segundo o TJD-PI. José do
Egito
informou que logo após o fim do expediente, serão dadas 48h para que o
Procurador Geral leia o processo e se
manifeste sobre ele. Após isso, o autos retornam a sua mesa, para que
ele sorteie o relator e baixe o edital de convocação para o julgamento.
- Eu sou flamenguista desde 1974, acho que bem antes deste
cidadão (Everaldo Cunha) nascer. A questão é do Parnahyba e não comigo. Não vou me retirar da
causa, inclusive vou votar no dia do julgamento. Nós somos nove auditores.
Minha questão não é contra o Flamengo-PI, mas com o antigo presidente, pessoa
contra a qual já entrei na justiça – defende Egito.Fonte:GloboEsporte.com/PI
Nenhum comentário:
Postar um comentário