(Há 29 anos na fila, Enxuga Rato é um dos times com maior jejum em campeonatos estaduais, ficando atrás do Figueirense, de 1941 a 1972, com 31 anos de espera).
Por - Emanuele Madeira e Josiel Martins, Teresina (PI).
No futebol, além do próprio jogo, nada mais ingrato que os números. O jejum do Piauí perdura lá se vão quase três décadas sem levantar a taça do estadual. O artilheiro da equipe, o atacante Fabiano, não abriu o placar no estádio Albertão. O mesmo aconteceu com o volante Binha, que também não vem se dando bem com os números em finais: nos últimos cinco anos, foram sete, com duas vitórias e cinco vice-campeonatos. Números que poderiam mudar com um único gol, que ainda deixa dor de cabeça ao elenco do Enxuga Rato.
| Fabiano, atacante do Piauí, ao lado do auxiliar técnico do Enxuga Rato, Marcão (Foto: Emanuele Madeira/GloboEsporte.com) |
A maré de sorte estava toda com o time do River-PI, adversário da grande final do estadual. O "primo rico", o River Plate, garantiu vaga na Sul-Americana ao conseguir vencer o San Lorenzo, o time do Papa, pela Superfinal do Campeonato Argentino. Guardada suas proporções, nem para mandinga e nem simpatia, o River do Piauí conseguiu voltar à Série D do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a vaga na Copa do Nordeste.
Um título que, segundo Fabiano, foi valorizado pela atuação do Piauí que marcou, usou velocidade e buscou apoio até nas forças do sobrenatural, mas não deu. O gol anulado foi a maior lamentação entre os jogadores, que custam a acreditar que a taça esteve tão perto depois de 29 anos.
- Faltou só o detalhe do gol. Em todo momento, o Piauí correu e lutou. Acho que fizemos um gol que foi regular. Mas é assim o futebol, não saímos derrotados, mas o regulamento era a favor deles, agora é somente lamentar – declarou Fabiano.
Nem seus nove gols no campeonato bastaram para ajudar a equipe rubro-anil a levantar a taça. Nem a experiência de Binha serviu. Para o volante, nada de baixar a cabeça com os resultados. Esperando a confirmação definitiva da segunda vaga para a Copa do Nordeste, a preocupação agora é com o que pode acontecer a base formada durante o Piauiense.
- A gente saiu de campo ciente do bom trabalho. Foi um time bravo e guerreiro a todo momento. Procuramos o gol, fizemos, mas não tenho certeza se foi falta ou se não foi, vai ser preciso um recurso a mais. Perdemos o título, mas estamos de cabeça erguida e vamos ver o que vai acontecer no futuro – comentou Binha.
Ao Piauí basta tentar outra vez. E quem sabe no próximo ano, quando o jejum da equipe comemora três décadas, a história resolva mudar o personagem principal.
| Elenco do Enxuga Rato na final do Campeonato Piauiense (Foto: Emanuele Madeira/GloboEsporte.com) |
Fonte: GloboEsporte.com/PI
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